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P e r f i l
Me chamo Clara, sou tímida e não gosto de falar muito. Não gosto de estudar, mas gosto
das minhas amigas da escola. Gosto de Crepúsculo, ouvir Paramore, Jonas Brothers, Demi Lovato.
Odeio queijo, Nacked Brothers Band e RBD /eeca.
D e s e j o s
Ir no show do Jonas Brothers
Ir no show do Paramore
Ir no show do McFly
Ter motivos pra ter um msn
Deletar meu orkut
Comprar muuuuita roupa
C a l e n d á r i o
L i n k . m e
A r q u i v o s
~ 30/05/2010 a 05/06/2010 ~ 16/05/2010 a 22/05/2010 E t c
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C r é d i t o s
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Talvez o Último Desejo - Rachel de QueirozTalvez o último desejo Pergunta-me com muita seriedade uma moça jornalista qual é o meu maior desejo para o ano de 1950. E a resposta natural é dizer-lhe que desejo muita paz, prosperidade pública e particular para todos, saúde e dinheiro aqui em casa. Que mais há para dizer? Mas a verdade, a verdade verdadeira que eu falar não posso, aquilo que representa o real desejo do meu coração, seria abrir os braços para o mundo, olhar para ele bem de frente e lhe dizer na cara: Te dana! Sim te dana, mundo velho. Ao planeta com todos os seus homens e bichos, ao continente, ao país, ao Estado, à cidade, à população, aos parentes, amigos e conhecidos: danem-se! Danem-se que eu não ligo, vou pra longe me esquecer de tudo, vou a Pasárgada ou a qualquer outro lugar, vou-me embora, mudo de nome e paradeiro, quero ver quem é que me acha. Isso que eu queria. Chegar junto do homem que eu amo e dizer para ele: Te dana, meu bem! Dora em vante pode fazer o que entender, pode ir, pode voltar, pode pagar dançarinas, pode fazer serenatas, rolar de borco pelas calçadas, pode jogar futebol, entrar na linha de Quimbanda, pode amar e desamar, pode tudo, que eu não ligo! Chegar junto ao respeitável público e comunicar-lhe: Danai-vos, respeitável público. Acabou-se a adulação, não me importo mais com as vossas reações, do que gostais e do que não gostais; nutro a maior indiferença pelos vossos apupos e os vossos aplausos e sou incapaz de estirar um dedo para acariciar os vossos sentimentos. Ide baixar noutro centro, respeitável público, e não amoleis o escriba que de vós se libertou! Chegar junto da pátria e dizer o mesmo: o doce, o suavíssimo, o libérrimo te dana. Que me importo contigo, pátria? Que cresças ou aumentes, que sofras de inundação ou de seca, que vendas café ou compres ervilhas de lata, que simules eleições ou engulas golpes? Elege quem tu quiseres, o voto é teu, o lombo é teu. Queres de novo a espora e o chicote do peão gordo que se fez teu ginete? Ou queres o manhoso mineiro ou o paulista de olho fundo? Escolhe à vontade - que me importa o comandante se o navio não é meu? A casa é tua, serve-te, pátria, que pátria não tenho mais. Dizer te dana ao dinheiro, ao bom nome, ao respeito, à amizade e ao amor. Desprezar parentela, irmãos, tios, primos e cunhados, desprezar o sangue e os laços afins, me sentir como filho de oco de pau, sem compromissos nem afetos. Me deitar numa rede branca armada debaixo da jaqueira, ficar balançando devagar para espantar o calor, roer castanha de caju confeitada sem receio de engordar, e ouvir na vitrolinha portátil todos os discos de Noel Rosa, com Araci e Marília Batista. Depois abrir sobre o rosto o último romance policial de Agatha Christie e dormir docemente ao mormaço. * Mas não faço. Queria tanto, mas não faço. O inquieto coração que ama e se assusta e se acha responsável pelo céu e pela terra, o insolente coração não deixa. De que serve, pois, aspirar à liberdade? O miserável coração nasceu cativo e só no cativeiro pode viver. O que ele deseja é mesmo servidão e intranqüilidade: quer reverenciar, quer ajudar, quer vigiar, quer se romper todo. Tem que espreitar os desejos do amado, e lhe fazer as quatro vontades, e atormentá-lo com cuidados e bendizer os seus caprichos; e dessa submissão e cegueira tira a sua única felicidade. Tem que cuidar do mundo e vigiar o mundo, e gritar os seus brados de alarme que ninguém escuta e chorar com antecedência as desgraças previsíveis e carpir junto com os demais as desgraças acontecidas; não que o mundo lhe agradeça nem saiba sequer que esse estúpido coração existe. Mas essa é a outra servidão do amor em que ele se compraz - o misterioso sentimento de fraternidade que não acha nenhuma China demasiado longe, nenhum negro demasiado negro, nenhum ente demasiado estranho para o seu lado sentir e gemer e se saber seu irmão. E tem o pai morto e a mãe viva, tão poderosos ambos, cada um na sua solidão estranha, tão longe dos nossos braços. E tem a pátria que é coisa que ninguém explica, e tem o Ceará, valha-me Nossa Senhora, tem o velho pedaço de chão sertanejo que é meu, pois meu pai o deixou para mim como o seu pai já lho deixara e várias gerações antes de nós, passaram assim de pai a filho. E tem a casa feita pela nossa mão, toda caiada de branco e com janelas azuis, tem os cachorros e as roseiras. E tem o sangue que é mais grosso que a água e ata laços que ninguém desata, e não adianta pensar nem dizer que o sangue não importa, porque importa mesmo. E tem os amigos que são os irmãos adotivos, tão amados uns quanto os outros. E tem o respeitável público que há vinte anos nos atura e lê, e em geral entende e aceita, e escreve e pede providências e colabora no que pode. E tem que se ganhar o dinheiro, e tem que se pagar imposto para possuir a terra e a casa e os bichos e as plantas; e tem que se cumprir os horários, e aceitar o trabalho, e cuidar da comida e da cama. E há que se ter medo dos soldados, e respeito pela autoridade, e paciência em dia de eleição. Há que ter coragem para continuar vivendo, tem que se pensar no dia de amanhã, embora uma coisa obscura nos diga teimosamente lá dentro que o dia de amanhã, se a gente o deixasse em paz, se cuidaria sozinho, tal como o de ontem se cuidou. E assim, em vez da bela liberdade, da solidão e da música, a triste alma tem mesmo é que se debater nos cuidados, vigiar e amar, e acompanhar medrosa e impotente a loucura geral, o suicídio geral. E adular o público e os amigos e mentir sempre que for preciso e jamais se dedicar a si própria e aos seus desejos secretos. Prisão de sete portas, cada uma com sete fechaduras, trancadas com sete chaves, por que lutar contra as tuas grades? O único desabafo é descobrir o mísero coração dentro do peito, sacudi-lo um pouco e botar na boca toda a amargura do cativeiro sem remédio, antes de o apostrofar: Te dana, coração, te dana! TwitterAgora eu tenho um vício. Um vício saudável e suuper. O nome desse meu SUPER vício é twitter. É tão perfeito! Não há como descrever a maravilhosa sensação de twittar o que você está fazendo a cada minuto. Eu sei, vocês vão me dizer: "Affe, Clara! Twitter é coisa de quem não tem o que fazer!!". O pior é que é mesmo, mas é tão legal! É tão emocionante... Ainda mais para mim, todos sabem que eu adoro escrever, não é? Eu tenho 60 e poucos followers. Quer me ajudar? Me siga: _______________________________________________________________________________#uhulala No Momento: Passando tempo criando looks em www.looklet.com
Reflexão sobre um dia perfeitoOlá, bom dia! Sei que pode parecer que não, mas hoe será um dia lindo com 100% de chance de sol em toda a cidade do Rio de Janeiro. Sei que pode ter soado muito falso esse último parágrafo, mas quem pode me culpar se hoje é um dia lindo? Sei também que pode parecer muito egoísta de minha parte dizer que o dia será lindo, pois muitos estão doentes, morrendo, com fome, perdidos... Mas o caso é que não é, se estou feliz, ninguém pode me culpar, hoje é, assim como todos os dias, um dia com 100% de chance de ser perfeito. Se existem pessoas que não tem lá uma saúde muito boa, ou falta de alguma coisa, quem sou eu para dizer que estão erradas? Pois não estão. Errados estamos nós, que deveríamos estar fazendo algo para que isso mudasse. Precisamos aprender a pensar nos outros. Não estou dizendo para esquecermos de nós mesmos. Só estou dizendo que nos preocupar com todos, inclusive nós mesmos. Pois devemos refletir se estamos fazendo isso, se não estivermos, devemos mudar, pois só assim, um dia terá a chance de ser perfeito. _______________________________________________________________________________________#uhulala No momento : Assistindo Cold Case S2S2 Uma tese para o porque de tantas brigas entre adolescentes e suas mãesO dia das mães passou e eu não falei nadanão é verdade? Mas, na verdade, é nelas que nós mais devemos nos espelhar para levar uma vida incrível. Muitos de nós, adolescentes, brigamos com nossas mães inúmeras vezes por dia. Mas,o que deve ser isso? Por que brigamos tanto com nossas mães? Isso não seria talvez uma forma de expressar nossos sentimentos por elas? Todos nós sabemos - e quem sou eu para desmentir - que temos um laço afetivo com nossas mães desde antes de nascermos. Talvez essas constantes brigas sejam uma forma de conseguimos demostrar gratidão por tudo o que elas fazem por nós, mas, infelizmente, canalizamos essa gratidão para o sentimento errado. Ao invés de ser felicidade, se torna fúria, infelicidade, mau-humor e etc. Deveríamos aprender como canalizar a gratidão para o lugar certo, mas, isso não é algo que se aprenda na escola. Aí você me pergunta: Clara, então como posso aprender isso? Pois eu digo: Não há como se aprender uma coisa dessas em tão pouco tempo, isso faz parte da vida, só com o passar dela poderemos aprender algo com tanto significado. E não, não estou falando da escola. Destruição de praças públicasEu, nessa semana, fiquei chocada. Enquanto eu ia para a escola, vi uma cena muito tensa. Existem uma grades(não sei se são, necessariamente, grades) que cercam a praça, e uma dessas grades estava quebrada. Obviamente alguém quebro, não há outra explicação. Eu só me pergunto uma coisa: Será que essas pessoas tem noção? Bom senso? Inteligência para saber que isso é uma praça pública e pertence aos moradores daquele local? Acima de tudo, isso é uma falta de respeito com as pessoas que frequentam essa praça. isso é apenas um exemplo do que está se tornando o nosso mundo. Se nós não respeitarmos, quem o fará? Essa é uma atitude extremamente ridícula, e espero que todos que lerem isso pensem nisso e reflitam o quão ridículo é quem fez isso.
Essa é a foto do ocorrido. Pode não parecer nada de mais, mas isso é apenas um espelho para podermos ver no que o Brasil está se tornando. |
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